Acredito que todas as pessoas tenham o que chamo de "talento natural", demonstramos isso já na infância, através de brincadeiras preferidas, expressamos claramente a nossa tendência para determinadas áreas. O problema é que, quando adultos, esquecemos disso e na maioria dos casos, acabamos por escolher profissões baseadas na projeção do mercado de trabalho e não efectivamente no que nos dá prazer em realizar.
Há oito anos tive o privilégio de investigar minha infância e procurar respostas que pudessem explicar os motivos de insatisfação com o meu trabalho, na época na área da publicidade. Sentia que devia fazer algo que fosse importante para os outros e principalmente para mim, algo onde realmente pudesse acontecer a "troca". Lá estava a resposta: era eu quem arrumava a "casinha" das bonecas das amigas. Percebi com isso, que passei toda minha vida arrumando a casa para meus amigos, para os seus amigos e assim por diante; quando trocavam de morada, era eu que (a pedidos) organizava tudo e com minha "inteligência espacial" aguçada, sempre encontrava o melhor lugar para todas as coisas, favorecendo a movimentação e a praticidade no espaço de acordo com cada morador.
Pouco depois, como que respondendo a um chamado interior e de maneira bastante curiosa, tomei conhecimento da parte que faltava para a realização completa do que se tornaria "minha missão", a filosofia do FENG SHUI. Originalmente experienciada no Tibet, mais de seis mil anos, por um povo pacífico que sempre admirei e respeitei. Foi o que se pode chamar de um "casamento perfeito" e o resultado disso está no depoimento vivo de diversas pessoas, entre elas: donas de casa, médicos, empresários, comerciantes, engenheiros, arquitectos, decoradores, paisagistas, advogados, artistas, etc.
Além da alegria deste conhecimento, sinto a imensa responsabilidade em desenvolver este trabalho, que é essencialmente simples, porém, motivo de muito respeito e orgulho para mim.